28 de fev. de 2015
Estranho
Sinta a dor que pode relevar
A mágoa do que já esqueceu
Alguém melhor, estar por vir
A noite não é mais tão crua
A vida agora é sua
Não mostre as armas, ainda
Estranho mundo cão
Feito de tamanha irrelevância tão
Pequena, coisas tão pequenas
Que trazem tantos ''eu''
Sei do que posso ser capaz
Matar ou morrer não cola mais
E quem escolheu nascer, agora sente muito
O mundo não é mais tão nosso
E quem comando o ''eu'' sou seu
Já não sou eu estranho
Dono da imensidão, esquecida no porão
Estranho, quem mais sabe de mim
Estranho, que talvez nem more aqui
Estranho morto
Que nem sabe o meu nome
No fim, a inspiração já não soa tão bem!
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