10 de ago. de 2015

Domingo

Domingo extenso coração moroso
Domingo eterno sem contexto
Domingo de coragem!
Excursão corporal sem sexo oral
Domingo de terror abraço vira cobertor.
Domingo de medo, desespero
Domingo sem cheiro, sem jeito, sem nada!
Medo escorrendo do âmbito
Medo tragado pela alma
Medo escorrido no lençol
Primeiro domingo último.
Medo guardado no canto
Escondido no quadro
Corroendo pele e osso
Medo contagioso.

1 de ago. de 2015

Acorda

A corda está bamba novamente
O mesmo caminho, a mesma estrada
Estadia de morte que se repete.
Olhar de deuses que festejam sua morte interna
Corda bamba, olhos vendados, medo constante...
Vire à esquerda ao lado do peito
Pode ser que ainda se encontre jeito!
Meia noite, rua escura, vida puta
Injusta!
Medo bobo, ações de tolo, alma pura...
Asfalto e coração ambos rachados
Alguém quer ser coitado?!
Mão amiga não se tem, ócio convém...
Vida puta, se vendendo por tão pouco
Vadia injusta!!!
Mostre a cara, tire a roupa e se prostitua
Insossa.
Mostra sabor, aparenta beleza inalcançável e morre como qualquer sem nome por aí.