6 de jul. de 2015

À brisa de um amor


À brisa virou tua casa
À fumaça os teus sentidos
O sentido se foi com o vento
O normal era estar vivo.
Embriagado do vulto
À brisa trouxe o lar
À brisa que se mostrou amiga
Buscou ar puro.
À brisa não parou, ela queria ver o mundo
Então me carregou...
À brisa se mostrou amiga
À data se fez de longa.
De tanta brisa o sono não veio
Amargou o tempo...
O tempo fechou
E à brisa passou.
Desgostoso, mas jamais deselegante...
Tempo maldito
Tempo empata brisa
Brisa que se importa, e mete o pé na porta
Entra e não fala nada
Enfia a faca e foda-se você!

3 de jul. de 2015

Não mata mas faz o coma


A noite é fria e cada vez mais silenciosa
No peito resta à brisa de quem se foi
E na alma apenas o silêncio...
Uma estrada longa pela frente
E um caminho cheio de escadas
Descendo, subindo
Indo, vindo...
A noite traz consigo todas às dores em sua mala
A noite do desditoso
Que foi compelido a não saber, o segredo desse tipo de dança;
Que não traz um passo;
Que não traz um ritmo;
De um modo indômito;
Que te faz um louco; um dos poucos, que suportam a noite.