19 de mai. de 2015

Sexo sentido

O baile começou
Sua boca me convida
Eu como tal dama não ouso recusar
Sua mão na minha cintura...
A dança vai começar!
A gente balança, sua mão desce
Eu respiro ofegante, você consola minha solidão
E agora um de nós enlouquece...
Teu cabelo me excita num movimento moroso
Tua timidez procura o pior em mim
O salão ficou pequeno e vazio
Eu já não vejo mais ninguém
Eu só ouço teu pensamento
Que se tornou um grande quimera
Amor de um segundo, chamado amor de rua
Um toque de dinamite
Um só toque para que me parta em mil e um pedaços
Eu penso em um quarto vermelho
Você só enxerga o beco
Mas nem um de nós tem saída
Não sabe se vai ou se fica
O momento é longo e dramático, não parece ser vivido, parece ser sonhado
O baile acabou, nem quarto, nem beco
A música parou, e então tudo não passou de um sonho.

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