-
Não sei como devo me referir à você
Tanto tempo se passou, e ainda nos encontramos nesse mesmo bar
Você com essa calça manchada e esse sapato velho
Não sei do que se alimenta, e também não sei do que se resguarda
Sempre no mesmo caminho incerto e moroso
E essa mala? Do que se trata?
Cartas?
Será isso um jogo então?
-...
Entendi! você não quer falar sobre isso!
Caro amor, talvez caro de valor material, caro no processo de compra e venda.
Sentimento insanável, tragável e dispensável.
E por que sempre tão ferido e amargurado?
-...
Eu sei, nunca estive ao seu lado...
Não posso sentir a tua dor, nem carregar esse teu quimera.
Cada qual com seu monstro!
Mas, eu nunca imaginei que o amor sentisse algo, amor tem sentimento? Amor é físico? Material? Existe?
-NÃO!
-cale-se, por favor! (Disse o amor)
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