22 de out. de 2015

Caro amor, caro meu amor, caro senhor amor... 
-
Não sei como devo me referir à você
Tanto tempo se passou, e ainda nos encontramos nesse mesmo bar
Você com essa calça manchada e esse sapato velho
Não sei do que se alimenta, e também não sei do que se resguarda
Sempre no mesmo caminho incerto e moroso
E essa mala? Do que se trata? 
Cartas? 
Será isso um jogo então?
-...
Entendi! você não quer falar sobre isso!
Caro amor, talvez caro de valor material, caro no processo de compra e venda.
Sentimento insanável, tragável e dispensável. 
E por que sempre tão ferido e amargurado? 
-...
Eu sei, nunca estive ao seu lado... 
Não posso sentir a tua dor, nem carregar esse teu quimera.
Cada qual com seu monstro!
Mas, eu nunca imaginei que o amor sentisse algo, amor tem sentimento? Amor é físico? Material? Existe?
-NÃO! 
-cale-se, por favor! (Disse o amor) 

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